Com
11.252.473 habitantes, em 2012, São Paulo é a sexta cidade mais populosa do
mundo e, portanto, gera muito lixo.
Atualmente, a coleta é feita pelas empresas Ecourbis e Loga. A
cidade gera, em média, 20,1 mil toneladas de lixo POR DIA de resíduos sólidos,
sendo que destes, 10,5 mil são de resíduos domiciliares. É
importante que a população colabore colocando os sacos de lixo no máximo duas
horas antes do caminhão coletor passar. A colocação dos resíduos para a coleta
fora do horário pode resultar em multa
no valor de R$57,00.
A empresa Ecourbis realiza a coleta da zona sul e parte da leste e
administra os aterros CTL (Central de Tratamento de Resíduos Leste) transbordos
Vergueiro e Santo Amaro. A empresa Loga, faz a coleta das
zonas oeste, norte, centro e parte da leste e administra o aterro Bandeirantes e o transbordo Ponte Pequena.
Para a coleta domiciliar utilizam uma frota de 351 caminhões compactadores. Há
locais, como em algumas favelas, em que a coleta é indireta colocando-se
caçambas na parte externa da comunidade. Para os resíduos recolhidos para
reciclagem, é feita uma triagem por 22 cooperativas e associações de catadores
de materiais recicláveis cadastrados na Amlurb e há também outras 50 não
cadastradas.
De acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos a prefeitura
elaborou neste ano, o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS),
com novas diretrizes para o destino dos resíduos sólidos do município.
Art. 9º da PNRS, como do reconhecimento de que as
melhores práticas internacionais, as já consolidadas e as novas estratégias,
passam todas pelas coletas seletivas, valorização intensa de resíduos,
compostagem de orgânicos com priorização in situ, biodigestão dos resíduos
indiferenciados, intensa recuperação dos RCC, logística reversa de embalagens e
resíduos especiais.
·
Fim da coleta indiferenciada de resíduos urbanos e
resíduos a eles equiparados;
·
universalização das coletas seletivas dos resíduos
urbanos e todos os outros tipos de resíduos com origem na cidade;
·
máxima retenção dos resíduos sólidos domiciliares
(RSD) orgânicos nas fontes geradoras;
·
inclusão social progressiva dos agentes;
·
investimento em novos destinos para os RSD secos
gerados em São Paulo (revigoramento das cooperativas, introdução de Centrais de
Processamento dos Resíduos da Coleta Seletiva de Secos – mecanizadas,
incentivos à redução da informalidade de sucateiros e ferro velhos);
·
investimento em novos destinos para os RSD
orgânicos (fornecimento de composteiras e orientação técnica para compostagem
in situ, introdução de Centrais de Processamento dos Resíduos da Coleta
Seletiva de Orgânicos – modernas e não impactantes, fomento ao estabelecimento
de negócios com compostagem e biodigestão);
·
redução do volume de rejeitos em aterro sanitário
pela adoção do Tratamento Mecânico e Biológico para os resíduos urbanos
indiferenciados remanescentes das coletas seletivas e retenção para compostagem
in situ;
·
investimento para multiplicação dos Ecopontos e
redução dos pontos viciados de deposição, e em novas soluções para os resíduos
volumosos e os RCC – resíduos da construção civil (fomento à multiplicação dos
negócios com estes resíduos e ao uso de agregados reciclados); no
constrangimento ao consumo público de produtos não recicláveis.
Serão
realizadas três campanhas para o manejo diferenciado dos resíduos domiciliares
em São Paulo.
- A primeira, no início do 2° semestre de 2014, para expansão e aprofundamento da coleta seletiva dos resíduos secos.
- A segunda, no 1° semestre de 2015, para incentivo à utilização de composteiras e orientação técnica de uso.
- A terceira, no início do 1° semestre de 2016, para a coleta seletiva de resíduos orgânicos e a coleta conteinerizada de rejeitos.
Há,
por parte da prefeitura, um projeto a ser realizado ainda na atual gestão, o
Programa Municipal para Manejo Diferenciado de Resíduos Sólidos nas Unidades
Educacionais da Rede Municipal de Ensino, com o objetivo de que a nova geração
paulistana desenvolva obrigatoriamente, um novo comportamento em relação aos
resíduos secos e orgânicos. Este programa também incentiva a realização da
compostagem e construção de hortas com os alunos.
Nossa classe está participando de um projeto com o objetivo de envolver alunos, pais e familiares para a conscientização do problema ambiental do lixo e a construção de novos hábitos para o destino final dos resíduos sólidos domésticos. Serão mostradas aqui no blog fotos que foram tiradas ao longo dos meses durante a realização do projeto e envolve várias disciplinas. PROJETO: EU E O OUTRO NO MUNDO: PARA ONDE VAI O NOSSO LIXO? RESÍDUOS SÓLIDOS: BRINQUEDOS E JOGOS PODEM SER FEITOS COM ELES.
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